E ai rockeiros e rockeiras, assim como a justiça brasileira, eu tardo mas não falho, não ainda. Nada como chegar de viagem em pleno Sábado de Carnaval e ter um ótimo relato sobre o Rock’n Roll.
Nesta última sexta-feira, 5 de fevereiro, fui convidado pela produção do show que reuniu no Esporte Clube Tamoio, aqui mesmo em São Gonçalo 5 Bandas de Rock e Djs para passar a todos como foi esse grande show, ou festa se preferirem.
Nove horas da noite e a concentração na porta do evento já indicava que seria uma noite longa de puro rock, curtição e cerveja, sim, cerveja. Afinal, estou falando do clima de montanha do Rio de Janeiro né!
Entre uma cerveja e outra com os amigos e já estava na hora do show. O hardcore do Ematoma foi a primeira escalação para o show que antes mesmo de começar já estava ‘bombando’, com seu hardcore veloz e seu vocal que me fez lembrar muito ‘Mukeka di Rato’ e ‘Ratos de Porão’. Assim Ematoma deu as ‘Boas Vindas’ a todos que chegavam ao evento.
A escalação seguinte que também é de São Gonçalo, ‘A kombi que pega crianças’ subiu ao palco e fez o que de fato sabem fazer. Tocaram seu hardcore irreverente e animou todo o público que já acabara de chegar e os que ainda estavam chegando, pois é, não parava de chegar público, e logo que chegavam já estravam no clima da Kombi, pelo ‘andar da carruagem’ a noite parecia ser longa, e foi. Deviam ser por volta de Meia-noite e a Kombi continuava a ‘pegar as crianças’ do show.
Entre uma pausa e outra em cada show a diversão ficava nas mãos dos Djs, mãos estas que não deixavam a panela esfriar nem o caldo desandar, pois é, posso começar a falar do evento como se fosse uma grande panela de pressão, os igredientes foram muito bem escolhidos e o fogo não cessou um minuto sequer.
Quase uma hora da manhã e a ‘Incrivel banda que toca Ska’ sobe ao palco. Madame Machado pode levar esse estandarte com segurança, porque realmente são incríveis e tocam Ska. Nada como aquela guitarra com riffs ágeis, aquele clean envolvente e o poder dos metais! E vamos por poder nisso porque ainda acredito que aquele com o trompete (??) era o ‘Skullomania’ do Street Fighter! A galera curtiu, a galera cantou junto, a galera bateu palma. Enfim, fazia tempo que eu não via um show de Ska como esse, mas precisamente desde 2006 no Vanz Zona Punk Tour de Limeira-SP que tive a oportunidade de participar!
Fim do show da ‘Madame Machado’ e a galera se dispersa a procura do néctar sagrado daquela madrugada quente, sim! Cerveja! Mas não demora muito e a galera volta a se concentrar em frente ao palco, foi só até esse momento que a grade durou. A coitadinha não esperava o que vinha pela frente! MATANZA!
Foi só começar o som dos ‘matadores’ que parecia ter acontecido alguma merda foda, ver toda aquela galera correndo em direção ao palco foi realmente algo muito louco, pareciam crianças no dia de São Cosme e Damião! Mas cá entre nós, essa corrida tinha algo muito mais valioso que doces! Quando eu disse na última vez ‘show de rock de verdade’ era exatamente aquilo que estava rolando, não desmereçendo nenhuma das bandas que já havia passado pelo evento, mas é que aquilo foi realmente foda!
Mas e a grade?? Ahhh.. tadinha, ela não resistiu, nem ela nem os impotentes seguranças que tentavam conter toda aquela galera com sangue nos olhos que estavam curtindo o ‘Rock das Montanhas’, das montanhas? É, das montanhas ou de onde mais poderia sair um ogro urso daquele tamanho? Sim, estou falando do Jimmy. Em algums momentos me fez pensar que ele iria descer do palco e dar um murro em cada um que estava ali embaixo, talvez se ele quisesse com certeza conseguiria.
Todas a músicas cantadas em coro, ‘EU NÃO GOSTO DE NINGUEM’, ‘BOM É QUANDO FAZ MAL’ e todas ós demais rocks de verdade. Depois do Matanza já estava decidido que minha noite/madrugada estava ganha. Até cogitei a possibilidade de ir embora, eram quase 3 da manhã, já iria completar 24h que estava acordado, mas ao ouvir a galera gritando em coro: ‘HEY, DEADFISH, VAI TOMAR NO CU!’. Vi que ainda tinha algo pela frente!
Então o fenômeno Capixaba sobe ao palco para terminar de estourar essa panela de pressão. DeadFish sobe ao palco e a partir daí a festa só acaba quando termina! Todas as músicas teve a companhia de todos que estavam alí presente, não havia um minuto que não tivera alguem paganho um mosh de cima do palco. O show era um formigueiro com formigas suicidas! Não importava o tamanho que a pessoa era, nem se vai haver alguem ali por baixo, as pessoas simplesmente subiam e se atiravam.
O Rodrigo foi o único até hoje que chegou mais perto se não igual a mesma energia que o Duane Peters do US Bombs, no palco. O malandro não parava um instante, de um lado para outro, pulando. Rodrigo não ‘lidera’ a banda no show, ele ‘lidera’ o show! Nas suas quase 2 horas de show o DeadFish levou como repertório músicas do último álbum ‘Contra-todos’ e ‘Zero e um’ talvez tenha levado algumas das mais antigas, mas aí também não lembro. Culpa da água que estava bebendo no show!
Enfim, quase 5 da manhã volto eu a pé para minha casa, cansado e só pelas ruas de São Gonçalo, com a certeza de que esse show foi um dos melhores que já havia presenciado!
Obrigado a produção do evento pelo convite e pela oportunidade de participar deste que foi um belo espetáculo rock’n roll que São Gonçalo estava precisando.












Últimos Gritos!